posição_2 – Teste https://teste.techreis.com Techreis Thu, 02 May 2024 03:00:24 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 https://teste.techreis.com/wp-content/uploads/2024/10/cropped-fapp-32x32.png posição_2 – Teste https://teste.techreis.com 32 32 Eleições 2024: Sergio Denicoli explica três pontos que movem as redes https://teste.techreis.com/2024/05/02/eleicoes-2024-sergio-denicoli-explica-tres-pontos-que-movem-as-redes/ Thu, 02 May 2024 03:00:24 +0000 https://www.fundacaoastrojildo.org.br/?p=171114 Comunicação FAP

O CEO da AP Exata e cientista de dados, Sergio Denicoli, pós-doutor pela Universidade do Minho e pela Universidade Federal Fluminense (UFF), explica que as redes sociais são movidas por “sentimentos, memória e utilidade”. Ele vai ministrar, no dia 7 de maio, a partir das 19 horas, a quarta aula do segundo módulo do Curso Online para Candidatos e Assessores, realizado pela Fundação Astrojildo Pereira (FAP), em parceria com o Cidadania23. “Político hoje deve ser um pop star nas redes”, afirma ele.

A seguir, veja o vídeo da aula:

Para mais informações sobre o Curso Online para Candidatos e Assessores, entre em contato com a FAP, das 9h às 18h, por ligação ou WhatsApp no seguinte número: 61983305338. As inscrições continuam abertas (Clique no link ao final do texto).

“Há três pontos que marcam as redes sociais hoje: os sentimentos compartilhados, a memória lustrada e a utilidade dos conteúdos”, destaca Denicoli, que é autor do livro TV digital: sistemas, conceitos e tecnologias.

No caso dos sentimentos compartilhados, segundo o especialista, estão aqueles relacionados aos laços familiares e de amizade, ao romance, às tendências do momento e às paixões pelos mais diversos temas, sejam eles esportes, música, animais, entre outros.

“A imagem do político é construída nas redes com ele se mostrando como um cristão exemplar, bom pai ou mãe, um bom filho, um amigo fiel, um companheiro que nutre uma relação amorosa respeitosa e romântica, uma pessoa bem disposta, moderna e antenada. Alguém com determinação e firmeza para tomar decisões, mas que tenha senso de humor”, explica.

A memória lustrada, segundo Denicoli, é outro ponto importante e se refere a algo nostálgico, que elimina os pormenores negativos de uma determinada época, para se centrar na ideia de acontecimentos grandiosos, baseados em lembranças afetivas em comum e um desejo de ver o presente repetir esse suposto passado glorioso.

“Em termos de propostas, não basta apenas anunciar uma obra ou um projeto. É importante explicar a transformação que algo vai causar na vida dos cidadãos. Por isso, a divulgação dos planos para um mandato deve ser clara, bem ilustrada e factível. Como se trata de uma eleição municipal, os moradores de uma cidade querem mudanças relevantes em suas ruas, em seus bairros e nos serviços públicos que utilizam. Mais do que ataques ao opositor, eles buscam soluções”, acentua.

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De acordo com Denicoli, a criatividade é um importante ativo. “É preciso despertar a curiosidade de forma inovadora. Agendas enfadonhas de políticos não são um conteúdo relevante. Mas edições descontraídas e disruptivas estão em alta”, ressalta.

Ele lembra que as redes são feitas de tendências, que vão sendo replicadas. “O TikTok hoje é a rede que mais apresenta as trends do momento, seja em termos de conteúdo, seja em termos de áudio, ou de edição de vídeo. As publicações são rápidas e dinâmicas, e o mais importante: deve-se captar a atenção do internauta nos três primeiros segundos de um vídeo, para evitar que ele passe para outro”, sugere.

Na avaliação do especialista, um político atualmente é também um porta-voz do seu mandato e de suas ideias e deve estar preparado para ser um pop star nas redes e aguentar as consequências  positivas e negativas da superexposição que o ambiente eleitoral exige. “É esse o mundo atual”, assevera.

O Curso

O curso é ministrado na modalidade de formação continuada, por meio da sala virtual do Zoom. O link é enviado diretamente para a turma antes de cada aula. Os interessados ainda podem se inscrever no site da entidade, gratuitamente.

As aulas são ministradas às terças-feiras, a partir das 19 horas, e todas ficam disponíveis para acesso ilimitado no canal da fundação no Youtube. Será enviado certificado para todos as pessoas concluintes do curso de formação política.

O primeiro módulo do Curso Online para Candidatos e Assessores foi realizado de setembro a dezembro de 2023.

Em caso de dúvida, entre em contato com a FAP, das 9h às 18h, por ligação ou WhatsApp no seguinte número: 61983305338

É o quarto curso de capacitação focado em formação política realizado pela FAP.

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O que fazer em Brasília: Slam DéF realiza batalha de poesias no Conic no sábado https://teste.techreis.com/2024/04/05/o-que-fazer-em-brasilia-slam-def-realiza-batalha-de-poesias-no-conic-no-sabado/ Fri, 05 Apr 2024 18:41:00 +0000 https://www.fundacaoastrojildo.org.br/?p=169452 Comunicação FAP

Com apoio da Biblioteca Salomão Malina, mantida em Brasília pela Fundação Astrojildo Pereira (FAP), o grupo Slam DéF realizará no sábado (20/4), a partir das 10h30, mais uma batalha de poesias. Será no Espaço Arildo Dória, localizado na parte superior do espaço de leituras, no Conic, tradicional centro comercial e cultural no centro da capital do país.

O grupo Slam DéF integra pessoas de qualquer idade, cor, raça, etnia e orientação sexual. Originalmente, este tipo de agremiação de pessoas nasceu em Chicago, Estados Unidos, nos anos 1980. Chegou ao Brasil duas décadas depois. No Distrito Federal, começou em 2015, com o Slam-DéF, que também atua no Entorno.

Interessados podem solicitar mais informações por meio do WhatsApp oficial da Biblioteca Salomão Malina (61984015561)

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Encontro de militantes marca lançamento de livros no Rio de Janeiro https://teste.techreis.com/2024/03/15/encontro-de-militantes-marca-lancamento-de-livros-no-rio-de-janeiro/ Fri, 15 Mar 2024 18:13:38 +0000 https://www.fundacaoastrojildo.org.br/?p=166337 Volume II de Longa Jornada até a democracia – os cem anos do Partidão 1922/2022 teve tarde de autógrafos na capital fluminense

Reencontros, abraços e lembranças de momentos compartilhados. Esse foi o tom do lançamento, nesta quinta-feira (14/3), no Rio de Janeiro, do segundo volume do livro Longa Jornada até a democracia, escrito pelo jornalista Eumano Silva. O local escolhido foi a quase centenária Taberna da Glória, na região central da cidade, e reuniu políticos e lideranças que participaram ativamente da construção do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e dos diferentes partidos surgidos a partir de sua trajetória de resistência.

O lançamento foi em dose dupla, na ocasião também chegou ao público o livro Uma vida bem vivida, autobiografia de Roberto Percinoto, ex-membro do Partidão e ex-presidente do Sindicato dos Bancários Rio durante o período da ditadura. O evento compartilhado teve razão de ser, Percinoto foi um dos 50 militantes comunistas entrevistados por Eumano para a elaboração de Longa Jornada. Em conjunto, as duas obras retratam, cada uma a seu modo, a luta por direitos, liberdade e democracia.

FAP lança no Rio livro sobre história do PCB na resistência ao regime militar

Ação do PCB na redemocratização é destaque em lançamento de livro, em Brasília

FAP lança em Brasília livro de Eumano Silva sobre o PCB na resistência ao regime militar

“Embora com diretrizes diferentes, considero dois livros com a mesma dimensão: a da memória da luta política de esquerda aqui no Brasil. Memórias que trazem às gerações mais jovens o conhecimento da atuação de militantes daquela época, que entregavam sua vida em prol de um projeto de país melhor”, afirma o ex-presidente da OAB-RJ, ex-deputado federal e atual secretário nacional do Consumidor, Wadih Damous.

Para o vereador do município do Rio de Janeiro e ex-ministro da Igualdade Racial Edson Santos (PT-RJ), os dois livros são fundamentais para que se possa ter noção da importância comunista no processo de redemocratização. “São cofres fechados que se abrem hoje e a gente vê, tanto do ponto-de-vista da abnegação dos dirigentes comunistas, quanto do sofrimento que a ditadura impôs a essas pessoas”, conta.

A também vereadora do Rio Teresa Bergher (Cidadania) parabenizou os dois autores e ressaltou o poder da literatura para disseminação do conhecimento. “A oportunidade de poder conhecer a história de uma sigla como o PCB é muito importante. Nada supera a leitura, a cultura, então que os dois autores façam muito sucesso com seus livros”, disse ela.

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Carlos Marchi lança livro Longa Jornada até a Democracia, no Rio

Livro Longa Jornada até a Democracia, de Carlos Marchi, será lançado em São Paulo

Documento da luta democrática

Longa jornada até a democracia – Volume II foi um trabalho de pouco mais de dois anos de pesquisa intensa, que incluiu acesso a documentos militares inéditos guardados no Arquivo Nacional, registros oficiais do próprio PCB, além de entrevistas com militantes. O resultado são mais de 800 páginas de um registro minucioso de uma trajetória com relevância ímpar até os dias atuais.

“Quando eu iniciei, não imaginava encontrar tanto material, tanto documento. O livro ficou maior do que eu imaginava, mas é uma história que merece isso. Estou muito satisfeito pela oportunidade de contar um pedaço da história do Brasil pouco conhecido. É um relato de como o país recuperou a democracia, que acho uma discussão muito atual. Hoje, no momento em que nós temos a nossa democracia sendo atacada, acho que o livro ajuda a entender como é que se se luta por uma democracia e o quanto isso é importante para o Brasil”, conta Eumano Silva.

O livro faz parte de um projeto amplo da Fundação Astrojildo Pereira para celebrar, por meio de diferentes linguagens, eventos e produções, os cem anos da fundação PCB e os frutos da luta do Partidão. O conselheiro e ex-diretor-geral da FA Caetano Araújo teve participação direta na condução do projeto e comemora o lançamento do segundo livro. “Nós publicamos outros livros, fizemos eventos, seminários, estamos finalizando um filme. O primeiro volume de Longa Jornada, escrito por Carlos Marchi abordou desde a fundação, em 1922, até 1967. Agora o volume dois abarca o período pós-67 em diante, até a mudança da sigla para PPS. Enquanto o livro do Marchi se debruçou sobre a bibliografia, dando a ela uma nova visão, o do Eumano traz informação factual nova obtida com as entrevistas e a pesquisa em documentos inéditos”, explica Araújo.

De acordo com Araújo, esse resgate histórico realizado nas obras é essencial no atual contexto brasileiro, com resquícios das consequências da ascensão da extrema-direita no país e no mundo. “Nós tivemos um presidente que foi apologista da ditadura. Então, isso mostra que esse livro tem uma função pedagógica e política importante hoje. O álibi de todos os autoritários é o anticomunismo, e esse álibi precisa ser desmistificado, ser combatido. Esse livro é uma ferramenta importante para esse combate”, afirma.

O ex-governador do Rio Moreira Franco parabeniza o esforço da FAP para esse resgate histórico. “Essa memória é fundamental para se conhecer o Brasil de hoje. Essa conquista democrática se deve à lucidez da estratégia tomada naquela época, que foi a de mobilização popular, de acreditar na força do povo como a arma mais importante para a conquista da democracia, ” ressalta.

O jornalista Paulo César Pereira relembra a inspiração que a resistência do Partidão foi para a sociedade civil durante os anos de chumbo e a importância do registro das pessoas que construíram a legenda. “Não se escreve a história política do Brasil sem que a gente ouça os comunistas”, diz.

E foi ouvindo pessoas, como o também jornalista Ricardo Moraes, filiado ao partido desde 1971, que o livro de Eumano Silva foi construído. “Minha história é familiar porque meu pai também foi do partido no período da Segunda Guerra Mundial, foi preso em 1964, eu fui preso pelo DOI-CODI junto com o Vladmir Herzog. O Eumano é um grande jornalista e conta todas essas histórias no livro, o que me emociona porque a gente construiu o partido e o partido continua vivo hoje”, comenta.

Testemunha particular da história

De personagem a escritor. Na tarde de autógrafos no Rio de Janeiro, o militante comunista e líder sindical Roberto Percinoto figurou como entrevistado de Eumano Silva e também como autor de seu próprio livro. A obra Uma vida bem vivida relata suas memórias desde a infância como trabalhador rural, depois, já um jovem adulto na cidade como bancário, dirigente sindical, militante social e político. “Eu me filiei clandestinamente no Partido Comunista pós-64, depois do golpe. Na minha atividade sindical tive momentos muito bons, mas outros um tanto difíceis, como um mandato cassado pelo Jarbas Passarinho, ministro da ditadura, em 1969, e passei um período de três meses preso na Ilha das Flores. Mas também fizemos a lua pelas eleições diretas, fui um dos oradores naquele comício da Candelária que, segundo a imprensa, teve um milhão de pessoas e figuras importantes falaram como Guimarães Neves, Sobral Pinto e Roberto Freire, representando o PCB. Estive também no comício da Central do Brasil em 1964, estava lá com o Jango. Criamos aqui no Rio o MIA – Movimento Intersindical Anti-arroxo, para revogação da lei de arroxo salarial do Delfim Neto” conta ele, afirmando que seu livro é uma contribuição singela para os movimentos sociais. Diante de uma trajetória tão singular, o deputado estadual Luiz Paulo Corrêa (PSD/RJ) compara Percinoto ao antigo Repórter Esso, com o diferencial de que não apenas testemunha, mas também constrói a história. “Ele passou pelo longo e duro período da ditadura, trabalhou pela reconstrução do processo democrático, jamais se afastou da luta política e sempre sonhou com um Brasil mais justo, mais humano, com democracia. Um socialdemocrata em sua essência. Tenho uma grande admiração pelo Percinoto porque ele é um homem de ação que entendeu os tempos em que vivemos, se adaptou a eles, sem jamais abandonar suas convicções. ”

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FAP lança em Brasília livro de Eumano Silva sobre o PCB na resistência ao regime militar https://teste.techreis.com/2024/03/05/fap-lanca-em-brasilia-livro-de-eumano-silva-sobre-o-pcb-na-resistencia-ao-regime-militar/ Wed, 06 Mar 2024 02:54:33 +0000 https://www.fundacaoastrojildo.org.br/?p=165127 Livro reconstitui a trajetória do Partidão na luta clandestina contra a ditadura e na formação da ampla frente política que redemocratizou o Brasil

O livro-reportagem Longa jornada até a democracia – Volume II conta a história do Partido Comunista Brasileiro (PCB) no enfrentamento à ditadura e na redemocratização do país. Lastreada em documentos oficiais inéditos, entrevistas, reportagens e farto material bibliográfico, a obra editada pela Fundação Astrojildo Pereira (FAP) recompõe a trajetória do Partidão – apelido do PCB – de 1967 até 1992.

Escrito pelo jornalista Eumano Silva, o livro reproduz o clima sombrio da Guerra Fria, com relatos minuciosos sobre a vida clandestina de dirigentes e militantes, fugas, prisões, torturas, mortes e desaparecimentos de comunistas. O roteiro de histórias entrelaça personagens que parecem saídos dos romances policiais, como espiões e informantes infiltrados pela repressão nas organizações de esquerda. Mostra também o trabalho silencioso, e essencial para o partido, de caseiros, motoristas e distribuidores de jornais.

Análise: PCB, da luta armada à defesa da democracia

Carlos Marchi lança livro Longa Jornada até a Democracia, no Rio

Livro Longa Jornada até a Democracia, de Carlos Marchi, será lançado em São Paulo


A CIA e da KGB aparecem em vários episódios do mundo real retratado pelo autor. O caso mais conhecido envolveu o “Agente Carlos”, apelido de um assessor do então secretário-geral do PCB, Luiz Carlos Prestes, que passou para o lado da repressão e trabalhou para a CIA.

O texto jornalístico percorre o submundo da ditadura e repassa, em ordem cronológica, os fatos e os personagens mais destacados na longa jornada dos brasileiros rumo à democracia, como Ulysses Guimarães, Tancredo Neves e José Sarney. A reportagem reconstitui as agruras da clandestinidade e a participação do PCB, desde o final da década de 1960, na ocupação de espaços na sociedade e na formação da frente democrática de oposição ao regime militar.

O Volume II de “Longa jornada até a democracia” trata de fatos transcorridos entre dezembro de 1967, data do VI Congresso, e janeiro de 1992, quando o PCB realizou o X Congresso, encontro que decidiu pela mudança de nome para Partido Popular Socialista (PPS).

O primeiro volume, lançado em 2022, escrito pelo jornalista Carlos Marchi, aborda o período compreendido entre 1922, ano da fundação do PCB, e 1967, marco da mudança na estratégia da organização comunista. No VI Congresso, a definição por mudança na linha política tornou o PCB a única organização comunista a tomar o caminho pacífico no enfrentamento ao governo instalado no Brasil com o golpe de 1964. As demais forças originadas no partido fundado em 1922 optaram pela luta armada.

Apesar da opção pelo caminho pacífico, o Partidão se tornou alvo da repressão na mesma medida que as demais organizações de esquerda. Uma dezena de dirigentes do Comitê Central do PCB foi assassinada pelo governo militar.

Mesmo clandestino, e com perdas irreparáveis, o partido teve expressiva influência na política institucional ao atuar dentro do MDB, legenda legal de oposição. Os comunistas foram responsáveis, por exemplo, pela incorporação, pelos emedebistas, das bandeiras da anistia, da Assembleia Nacional Constituinte e da eleição direta para presidente.


Arquivos militares obtidos pelo autor documentam a montagem da máquina repressiva pelo governo fardado. Os papeis registram o passo a passo da estruturação dos Departamentos de Operações de Informação – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codis). Descrevem também as disputas entre o Exército e a Marinha pelo controle do aparato criado pelas Forças Armadas para perseguir adversários.

Os anexos do livro contêm fotos inéditas de dirigentes do Partidão procurados pela repressão e imagens de presos nas dependências militares. Apresentam ainda fac-símiles de páginas de exemplares raros do jornal Voz Operária.

Entre os episódios mais impressionantes narrados pelo livro, está a cinematográfica operação montada no exterior para retirar do Brasil o dirigente Giocondo Dias. A transferência do arquivo de Astrojildo Pereira, fundador do PCB, para a Europa também teve lances espetaculares. Outra façanha dos comunistas foi manter durante dez anos, longe das garras da repressão, uma gráfica no Rio de Janeiro, no subsolo de uma casa, onde era produzido o material impresso do partido. Os documentos oficiais também identificam um sargento da Polícia Militar de São Paulo infiltrado pelo PCB no DOI-Codi do estado. Quando tomava conhecimento de prisões de militantes, o policial avisava o partido e ou as famílias.

As artimanhas dos comunistas para enganar os órgãos de segurança incluíam disfarces, documentos falsos. Camaradas instalados nas fronteiras ajudavam nas travessias de militantes e dirigentes nas fronteiras com os países vizinhos – muitas vezes com malas de dólares.

“Longa Jornada até a democracia” resgata a experiência no exílio e os abalos sofridos pelo partido em decorrência da ação de dirigentes do partido cooptados pelos órgãos de segurança. O livro também desenredou mistérios que, durante décadas, suscitaram especulações. As apurações elucidaram, por exemplo, o segredo do “ouro de Moscou”, expressão usada pelos adversários dos comunistas para designar os recursos enviados ao PCB pelo bloco comunista. Com base em depoimentos dos responsáveis pelo transporte do dinheiro, o autor calculou valores anuais repassados ao Partidão.

O colapso da União Soviética, acelerado no final dos Anos 1980, teve contribuição determinante para as mudanças de rumo que levaram à mudança de nome em 1992. O desempenho eleitoral insatisfatório, e dissidências internas, como a saída do grupo de Prestes, abalaram e enfraqueceram o Partidão. O surgimento do Partido dos Trabalhadores (PT) no final da ditadura também reduziu o espaço de atuação dos comunistas e ajuda a explicar a perda de relevância do PCB depois da redemocratização.

SOBRE O AUTOR

Formado em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB) em 1987, Eumano Silva trabalhou em alguns dos principais veículos da imprensa brasileira. Nascido em 1964 em Iturama (MG), especializado em política, o autor foi repórter da revista Veja e dos jornais O Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo. Começou a carreira na cobertura da Assembleia Nacional Constituinte, dirigiu as sucursais de Brasília das revistas Época e Istoé, ocupou as funções de editor de política do jornal Correio Braziliense e editor-executivo do site Congresso em Foco e da revista Veja Brasília. Há mais de três décadas, realiza pesquisas sobre a ditadura militar. Concentrou-se, sobretudo, na busca e análise dos arquivos secretos das Forças Armadas.

O jornalista foi ainda observador independente nas buscas de desaparecidos na região da Guerrilha do Araguaia e participou dos trabalhos da Comissão Nacional da Verdade. É também autor dos livros “A morte do diplomata” e “Nas asas da mamata”. Como analista político, fez trabalhos para Rádio CBN, Portal Metrópoles, TV Democracia, programa Sua excelência, o fato, e Broadcast Político.

Eumano ganhou os seguintes prêmios: Jabuti de melhor livro-reportagem com o livro “Operação Araguaia – Os arquivos secretos da guerrilha”; Esso, com uma série de reportagens sobre a Guerrilha do Araguaia. Excelência Jornalística, na categoria meio ambiente, da Sociedade Interamericana de Imprensa, com a reportagem digital “O Levante dos ribeirinhos”, posteriormente editada como livro impresso.

Atualmente, Eumano exerce a função de especialista em inteligência política da Oficina Consultoria.

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FAP lançará livro de Eumano Silva sobre o PCB, em Brasília https://teste.techreis.com/2024/02/17/fap-lancara-livro-de-eumano-silva-sobre-ultimos-25-anos-do-pcb-em-brasilia/ Sun, 18 Feb 2024 00:49:20 +0000 https://www.fundacaoastrojildo.org.br/?p=163411 Autor realizará noite de autógrafos do segundo volume do livro Longa Jornada até a Democracia

Comunicação FAP

A Fundação Astrojildo Pereira (FAP), vinculada ao partido Cidadania23, lançará o segundo volume do livro Longa Jornada até a Democracia (844 p.), do jornalista Eumano Silva, no dia 12 de março, a partir das 19 horas, no Bar Beirute, considerado o mais tradicional de Brasília. A entrada é gratuita. O livro será colocado à venda no site da entidade, responsável pela edição da obra, na parte “Estante Virtual”. Exemplares também estarão disponíveis para compra durante o evento.

O livro é a segunda parte de um projeto de reconstituição da história do Partido Comunista Brasileiro (PCB), também conhecido como Partidão, conforme explica o professor titular de Sociologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp) José Antonio Segatto, na apresentação da obra. O primeiro volume, de autoria do jornalista Carlos Marchi, aborda o período compreendido a fundação da sigla, em 1922 – como Seção Brasileira da Internacional Comunista –, até o VI Congresso do PCB, realizado em 1967.

Análise: PCB, da luta armada à defesa da democracia

Carlos Marchi lança livro Longa Jornada até a Democracia, no Rio

Livro Longa Jornada até a Democracia, de Carlos Marchi, será lançado em São Paulo

O segundo volume abarca sua fase derradeira (1967-1992), considerados os últimos vinte e cinco anos de existência do Partidão. Composto por 181 pequenos capítulos, a obra é considerada, pelo autor, como um livro-reportagem. Ao longo dos capítulos são expostas as transformações e desventuras do PCB; a perseguição e repressão imposta a seus dirigentes e militantes pelo terrorismo do Estado ditatorial e as cizânias e dissidências políticas.

O livro é resultado de uma ampla análise da documentação do PCB (resoluções, manifestos, declarações etc.) e de informações produzidas por órgãos governamentais, principalmente, os encarregados da investigação policial e da repressão (SNI, DOI-Codi, Cenimar, Deops e outros). Conforme registrado na obra, muito desses aparelhos, operaram nos porões da ditadura do regime ditatorial ou mesmo clandestinos.

Eumano Silva também se baseou em uma variedade de depoimentos de dirigentes e militantes, alguns com protagonismo proeminente e outros coadjuvantes ou meramente laterais.

Ao abordar a história do Partidão em sua fase terminal, expondo-a na forma de uma extensa reportagem, o autor fornece a uma contribuição inédita e significativa para o entendimento do PCB, uma das mais importantes instituições da sociedade civil e política, e de um período histórico-político considerado extremamente sombrio da República brasileira.

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